Lei Maria da Penha é aplicada no ator Dado Dolabela
Fonte: G1 no Rio
Dado Dolabella é indiciado com base na Lei Maria da Penha
Ator pode pegar de 3 meses a 3 anos de prisão por agressão a Luana.
Laudo confirmou que atriz sofreu lesão corporal.
Se for condenado, Dado Dolabella pode pegar de três meses a três anos de prisão por ter agredido a ex-noiva Luana Piovani. O ator Dado Dolabella, suspeito de ter agredido a ex-noiva Luana Piovani, foi indiciado por lesão corporal leve, sendo enquadrado na Lei Maria da Penha. De acordo com a delegada Adriana Pereira, da Delegacia Especial de Apoio a Mulher (Deam), se for condenado, o ator pode pegar de três meses a três anos de prisão. O laudo do exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) confirmou, no dia 5 de novembro, que a atriz foi agredida e sofreu uma lesão leve. Imagens de câmeras de segurança da boate 00, na Gávea, Zona Sul do Rio, mostram a atriz caindo no chão durante a briga com o ator, no dia 23 de outubro.
A camareira Esmê afirma que foi empurrada por Dado ao tentar apartar uma briga do casal. Esmê, como é conhecida no meio artístico, precisou imobilizar os dois braços, feridos com o impacto da queda. Luana depôs como testemunha na delegacia e confirmou a versão da camareira. A gravidade da lesão de Esmeralda será comprovada por meio de um segundo exame de corpo de delito, que será repetido por volta do dia 24 deste mês. O ator pode responder por lesão corporal leve no Juizado Especial Criminal (Jecrim) ou, se a lesão for considerada grave, pegar de um a cinco anos de prisão, sendo julgado na Justiça comum.
Juizado especial vai atender mulher vítima de violência
São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo, na praça da Sé, ganhou o 1º Juizado Central de Violência Doméstica Familiar Contra a Mulher. Sob o comando da juíza Vanessa Ribeiro Mateus, o novo juizado conta com uma equipe multidisciplinar de sete profissionais como psicólogos, assistentes sociais, assessores jurídicos e escreventes. "Nossos funcionários são sensibilizados com a causa da mulher que sofreu qualquer tipo de violência em seu ambiente familiar", disse.
A presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados de São Paulo (OABSP), Helena Maria Diniz, considera a criação do Juizado "um fato importantíssimo para a mulher". "O juizado será especializado neste assunto, muito melhor do que os juizados que julgam todas as matérias", afirmou.
Segundo a advogada, a lei Maria da Penha foi criada não apenas com o intuito de punir o agressor da mulher como também "cuidar de toda a família". "Neste ambiente a mulher será tratada como precisa", disse.
Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica aposentada por invalidez, consequência das agressões que sofreu do ex-marido, e que virou símbolo da luta contra violência doméstica, dando nome a lei que protege as mulheres desse tipo de crime, também esteve presente à inauguração. Segundo ela, a "sociedade está motivada para que a lei seja aplicada".
"Sem um juizado especial, o texto não tem como ser aplicado corretamente. A iniciativa em São Paulo é boa, mas ainda é um sonho conseguir que todos os municípios brasileiros possam ter seus juizados", afirmou.
Para Maria da Penha, o juizado especializado é importante porque ali os profissionais têm consciência do que é a violência doméstica. "Para trabalhar neste Juizado não basta ter o diploma, precisa ter sensibilidade para entender o que acontece com a mulher em sua convivência familiar", disse.
Vítima da violência do ex-marido, Fabiana Silva Lima, espera que o juizado ponha em prática todos os preceitos que Maria da Penha defendeu. "O juizado não pode repetir os erros das delegacias", cobrou.
Fabiana lembrou que quando foi agredida, encontrou a delegacia da mulher fechada por causa de um feriado, e teve que ir a uma na delegacia comum. "Não foi a melhor recepção. Os policiais falavam com ar de deboche e descaso. Se chegava um caso de roubou ou assalto, era deixada de lado, como se não fosse prioridade", afirmou.
Delegada é morta pelo marido investigador no interior de SP
Homem disparou cinco tiros contra a cabeça da esposa.
Crime aconteceu em um condomínio de Nova Odessa.
Do G1, com informações da EPTV
A delegada de Sumaré Eleniuce Gabriel Bittencourt foi assassinada pelo marido, um investigador, na noite desta segunda-feira (21). Ambos eram de São Paulo e haviam assumido seus cargos na delegacia no ano passado.
A mulher foi baleada cinco vezes na cabeça, por volta das 21h, no Condomínio Chácaras Guarapari, em Nova Odessa, no interior de São Paulo. Depois de matar a esposa, o investigador teria tentado se matar, mas não conseguiu. Ele disparou contra o próprio peito e foi encaminhado com vida ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal de Nova Odessa.